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24/07/2008 - Jornal do Commercio

Estudo da USP comprova falta de marítimo

Pedido do Syndarma, a Escola Politécnica da USP, a cargo de Guilherme Lobo e Rui Botter, realizou estudo que traz conclusões preocupantes. Exemplo: entre 2000 e 2007, houve evasão de 66,7% entre os marítimos formados, sem contar os que se aposentaram. E mais: no ano passado, havia carência de 150 marítimos (6% do mercado), que foi superada por medidas emergenciais, como aumento de horas extras.

O estudo projeta para 2010 a falta de 900 oficiais de marinha mercante e, para 2013, de 1.419. Em encontro, ontem, para apresentar tais números, foi revelada a existência da falta de oficiais para tripular navios, como quase ocorreu há dias com um navio químico. Para 2013, prevê o estudo da USP a necessidade de 4.465 oficiais. Com oferta de 3.046, o déficit atingirá 1.419.Para os vice-presidentes Ronaldo Lima, Bruno Lima Rocha e o executivo Roberto Galli, do Syndarma, anuncia-se um apagão, que poderá ter impacto no comércio exterior, na construção naval e em setores correlatos, se não houver ação rápida. Eles enumeraram medidas urgentes a serem pedidas ao Governo. São elas: 1. aceitação de marítimos estrangeiros no Brasil, de forma temporária; suspensão da medida do Conselho Nacional de Imigração que obriga a inclusão de marítimos nacionais em unidades estrangeiras que permanecem na costa brasileira; descontingenciamento de dinheiro da Marinha do Brasil, destinado às escolas de formação do Rio (RJ) e Belém (PA); permissão para que faculdades públicas e privadas também formem marítimos, a serem depois submetidos a exame pela Marinha do Brasil. O problema não está nos salários: na área de apoio marítimo, os oficiais recebem acima de R$ 9 mil mensais e há casos de comandantes com até R$ 20 mil. Além disso, a folga anual é de seis meses e são pagos 14 salários por ano.

 



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